As letras do 9ºD

Blog dos alunos do 9ºD da Escola EB 2/3 de Penafiel N.º2

Arquivos para a Categoria ‘Composições’

Uma Longa Viagem…

Publicado por dianacatarina em Maio 7, 2009

Carlos era o nome de um rapaz que perdeu os seus pais quando tinha apenas dez anos de idade. Carlos sofreu muito com o falecimento dos pais e não tinha onde ficar, já que a casa dos seus pais tinha sido hipotecada. Ficou sem nada e não conhecia ninguém da sua família, ficou a viver na rua desde sedo. Estava habituado a dormir á chuva, á neve, enfim a tudo a que qualquer sem abrigo se sujeita. O que ele tinha de mais precioso na vida era um velho amigo, já com os seus sessenta anos de idade que lhe contava histórias. Carlos agora já estava mais maduro, já tinha quinze anos e o seu velho amigo morrera á fome. Que triste história… Carlos ficara abandonado e sem ninguém para conviver. Numa noite gelada de inverno, deitou-se a dormir num dos bancos da baixa de Lisboa, cobriu-se com um cobertor que encontrara no lixo já velho e esburacado, e, põe-se a pensar nas histórias que o seu velho amigo Joaquim lhe contava. A sua história favorita era a dos navegadores portugueses. Joaquim adorava as navegações que os portugueses fizeram. Adorava a coragem que tiveram. Carlos veio a aprender muito com esta história. Uma das histórias que Joaquim contou a Carlos foi a chegada a Calecut por Vasco da Gama. Não há quem seja mais corajoso do que os Portugueses! Passaram por tantos ventos e tempestades, e nem isso os impediu de chegar á Índia! Carlos, há coisas que tens que aprender nesta vida. Como é que achas que os Portugueses ficaram conhecidos em todo o Mundo? Eh? Diz-me! Vasco da Gama morreu e não foi esquecido por ninguém. Tal como ele, temos o Luís de Camões. Todos nós devemos nos tornar em alguém em quem o povo se lembre senão não seremos ninguém! Carlos nunca tinha entendido bem estas palavras de Joaquim. Naquela noite acabou por perceber que se ele se conseguisse tornar alguém na vida, conseguiria sair daquela vida de rua. Foi mesmo isso que Carlos fez: tornou-se um grande contador de histórias e escreveu vários livros, tornando se muito conhecido por todos. Carlos agora vive bem e não voltou a mendigar… Agora é um homem normal… Ah, e muito conhecido :P

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Uma Longa Viagem…

Publicado por rute24 em Maio 7, 2009

Des_Rute

Estava eu a jantar e estava a penssar como seria navegar nas àguas de um vasto oceâno através de nevoeiros e tempestades jámais ultrapassadas; combatendo contra enormes titas* e tudo apenas por uma única razão; encontrar terras desconhecidas e novos territórios.

Então quando acabei de jantar fui para o meu quarto, deitei-me e comecei a desenhar a terra que gostáva de encontrar, mas o sono começou-me a possuír e então deixei-me levar por ele. Adormeci. Estava já a durmir e então comecei a sonhar. Via eu um barco enorme, com dois mastros enormes, suas velas brancas extremamente fortes, onde o vento que lá se fazia sentir nos fazia mover e avançar através daquele oceâno que parecia infinito. Estava eu a navegar, ao comando daquele navio fenómenal e que pelos vistos estava sob o meu comando. Era eu a comandante. Mas eu? Como era possível; mas sim era eu. Era impressionante aquele imenso oceâno, sendo cruzado por um navio daquele tamanho, comandado por mim; tinha até uma tripulação, não muitos mas pareciam saber o que faziam, eram dos melhores marinheiros que alguma vez já tinha visto. Todos nós a trabalhar juntos e com um grande objectivo, chegar à India através da via marítima, expandindo assim o comércio e usufruír daquelas iguarías raras e tão procuradas.

Já estávamos no alto mar à mais de um mês e ainda não tinhamos avistado nem uma porção de terra até que passado mais um dia ou dois algo foi avistado.

Eram umas serras enormes, viam-se florestas, finalmente sentia-se o aroma a plantas e frutos… Fomo-nos aproximando e ao mesmo tempo contornando a gigantesca Península .

Chegáramos à India;  finalmente a grande chegada ao mercado de mão-de-obra barata e de produtos, onde de lá trousse-mos várias iguarías tais como:Especiarias, fruta, malagueta, panos garridos, argólas em cobre, pimenta, plantas, cementes, cacau, algodão, arroz, chá, açúcar e mais uns tantos…

Por sinal começou-me a despertar o sono e o sonho começára a  chegar ao fim… pois bem por longos anos lá ficámos a governar esse país e todos os anos pela data que lá chegamos faziamos sempre um grande arraial… E assim subitamente acordei. Já era manhã, já se via o sol por entre vales, e olhando para ele penssei; “mas que grande emoção! Que grande viagem que vivi durante a noite… Este sonho deu-me uma ideia!  Já que em Língua Portuguêsa estamos a dár ”Os Lusíadas” vou acabar o meu desenho e fazer uma redação para o professor, com o título “Uma Longa Viagem! ” E assim a fiz e está aqui para que o possam ler…

*Titas = Gigantes

FIM!

Espero que gostem!!! :)

Rute :)

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Uma Longa viagem…

Publicado por vanessa94 em Maio 7, 2009

Uma viagem de sonho…

 Inês e Maria eram duas jovens que andavam no 9ºano.

Sentadas na mesa da sala procuravam concentra-se, pois avizinhava-se uma longa rondada de teste.

Maria, a mais pensativa olhava para o tecto da sala com um ar de sonhadora.

-No que é que estás a pensar? – perguntou Inês.

Maria não lhe respondia, continuava a olhar para o tecto com o mesmo ar sonhador.

- MARIA! Acorda! – disse Inês elevando o tom de voz.

Maria assustada com o berro da irmã dá um grande salto na cadeira e diz:

- O que é que tu queres!?Chata!

-Estou á meia hora a chamar por ti e tu não me ouves! – respondeu Inês.

Maria com um ar mais calmo disse:

- O que queres?

- Quero que me digas no que estavas a pensar! – respondeu Inês.

Maria voltando ao seu ar sonhador disse:

- Estava a pensar naqueles episódios d’Os Lusíadas que demos  na aula de Português, o do Adamastor e a Tempestade, lembras-te?

- Claro que sim! – declarou Inês.

Entre a conversa das duas irmãs fez-me um grande silêncio. Ambas começaram a reflectir nos episódios, e como que por magia a cozinha tinha desaparecido e deu lugar a uma enorme paisagem cinzenta e sombria com trovões e ondas gigantescas que pareciam querer engolir a nau onde Inês e Maria se encontravam.

Do fundo da caravela, onde Inês e Maria se encontravam, avistava-se um grande homem junto de todos os marinheiros que gritava a eles e dirigia a nau.

As duas irmãs iam-se aproximando, e á medida que o faziam o rosto do comandante parecia-lhes cada vez mais familiar. De repente Maria cheia de certezas disse:

-Espera aí! Este, este é o Vasco da Gama! E esta é a nau dos portugueses!

- Pois é! – disse repentinamente Inês.

Vasco da Gama ao ver dois novos tripulantes gritou:

-Meus amigos, ajudem-me a salvar esta nau! Por amor de Deus ajudem-me!

Inês e Maria embora muito surpreendidas com tudo o que se passava a sua volta, conseguiram acatar o pedido do Comandante do navio e começaram a ajudar os marinheiros.

Tudo o que viam á sua volta era um mar bravíssimo e um enorme nevoeiro que repentinamente começou a mostrar um ser sinistro que se aproximava cada vez mais.

Inês cheia de medo, prevendo o que iria acontecer disse á irmã:

- Não me digas que agora vem aí o Adamastor! Agora é que vão ser elas!

Como já tinham lido na obra, um enorme monstro horrendo e feio apareceu diante delas.

O monstro com um ar furioso começou a falar com Gama, e as duas irmão muito curiosas foram escutar a conversa entre eles.

De repente o monstro olhou  para as irmãs e com uma voz estranha disse:

- Inês! Maria! Venham lanchar!

Ao ouvir estas palavras do Adamastor  as duas irmãs ficaram confusas e baralhadas. Mas o monstro voltou a repetir o mesmo.

Inesperadamente o mar e a tempestade desapareceram. Estavam outra vez na sala.

Passados uns segundos a mãe chega á sala e diz:

-Então! Não me ouvem! O vosso lanche está na mesa!                          

Inês e Maria muito contentes com o que tinha acontecido  levantaram-se e foram lanchar. 

Diana Correia  nº8diana1

:D

                                                                                                                                 

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Uma Longa viagem…

Publicado por pricunha em Maio 7, 2009

Uma Longa Viagem…

     Há alguns anos atrás, uma jovem rapariga, chamada Priscila, seguia viagem a bordo do navio “O Português”, acompanhada por cerca de dez marinheiros, dos quais um deles era o seu melhor amigo.  

     Uma noite, em pleno alto mar, irrompeu uma terrível tempestade. O navio era jogado de lado para lado pelas grandes ondas e este estava em grande perigo de quebrar-se. O navio, cada vez mais, inundava-se de proa à proa e Priscila e todos os restantes marinheiros trabalhavam em conjunto, jogando a água para fora, mas tinham a completa noção que era apenas uma questão de tempo antes que o seu navio afundasse.

     Quando a tempestade parecia ter atingido o máximo, os marinheiros já tinham perdido todas as forças, já não aguentavam mais, tinham chegado ao limite. Até que, Priscila, fechou-se na cabine principal. Todos os marinheiros além de se preocuparem com a forte tempestade, exaltaram-se com a ausência da comandante, mas  continuaram a combater as ondas que cada vez mais tinham mais força.

     Priscila fechara-se na cabine porque já não suportava mais imaginar os seus marinheiros, entre eles uma pessoa que tinha um valor inexplicável para ela, o melhor amigo, morrerem todos afogados.

     Esperando que ninguém a incomodasse, ajoelhou-se junto da única janela da cabine onde se podia admirar o céu sem limite, pequena e com o vidro salpicado pelas fortes ondas do mar. Antes de se ajoelhar, pegou numa cruz que transporta sempre no bolso, agarrou-a com toda a pouca força que lhe restava e começou a chorar.

     Derramava lágrimas salgadas, lágrimas com o sabor do mar!

     Em breves instantes avistou o vento acalmar-se, o rugir das ondas tornar-se leve e sereno e  o mar tempestuoso transformou-se num lado de tranquilidade.

     – Foi sem dúvida um milagre! – Exclamaram os marinheiros transbordando felicidade.

Espero que gostem

Priscila :P

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Uma longa Viagem

Publicado por mariana16 em Maio 4, 2009

A Mariana, a Andreia, a Eva e a Rita. Eram as melhores amigas e iam juntas para todo o lado. Um dia, ao pensar nas férias, a Rita lembrou-se:

- Vamos fazer um cruzeiro!

-Óptima ideia. – Responderam em conjunto.

Preparam tudo e, a 16 de Agosto às 11horas estavam as quatro no cais do Porto para um cruzeiro até Cabo Verde. Entraram, embarcaram e muito se divertiram até ao dia em que houve um problema nos motores. E agora? Era a questão que todos colocavam. A Mariana começava a entrar em pânico e lá com o histerismo dela ninguém a aturava.

-Calma, calma! – Dizia o Eva – Tudo se vai resolver e vai correr tudo bem.

-Ó Ritovsky (epíteto da Rita)! E agora? Vamos ficar aqui no meio à deriva! Somos uns náufragos! – Dizia preocupada a Andreia.

- Vais ver que quanto menos esperares vão avisar que os motores já estão reparados. – Respondia a Andreia.

Entretanto, passa um marinheiro a avisar que haverá uma reunião no auditório principal em que têm de estar todos presentes. O comandante fala, fala, fala até que acaba por dizer o que interessava: o problema dos motores estava quase resolvido mas vinha uma tempestade. Esta por enquanto era pequena mas podia aumentar.

Instaurou-se o caos, o pânico. Todos gritavam, choravam, punham as mãos na cabeça sem saber o que fazer. Foi difícil mas depois de acalmarem as pessoas, o comandante deu informações e disse tudo que tinha de fazer e, assim que tocassem as sirenes, cada um ia para o seu quarto e não saía de lá até que as mesmas voltassem a tocar.

-Anda Mari, temos de ir para o nosso quarto. – Dizia a Andreia a puxar a Mariana.

-Vocês não têm medo de estar sozinhas? Eu tenho! Não é melhor ficarmos todas juntas? – Pergunta o Eva.

-Grande ideia! – Exclamou a Mariana – Vamos para a beira delas… Anda Andreia.

Toca a sirene. Todos corriam para o quarto. Ouve-se o vento a passar nas janelas como um carro de fórmula 1, o barco sempre a “abanar” e tudo a cair, os relâmpagos, os raios… era tudo tão junto que parecia o fim do mundo. Ouvia-se as pessoas a gritar de medo, crianças a chorar (assim como adultos). As quatro amigas lá estavam no quarto 245 agarradas umas às outras a lembrar todos os bons momentos que tinha passado juntas (quando jogavam às cartas; o momento chato quanto tinha de aturar a Mariana com os seus ataques…) . Era uma forma de se “desligarem” um pouco de Tempestade mas não a impedia de continuar. As ondas eram enormes. O bombordo e estibordo do barco estavam cheios de água mas como o barco abanava como uma bandeira, a água acabava de voltar ao seu devido lugar.

De repente, o soprar dos ventos parecia ir embora, o barco começava a parecer uma bandeira em dia de muito pouco vento, as ondas pareciam ter diminuído e os relâmpagos desaparecido.

Passado uns minutos toca a sirene. Finalmente a tempestade acabou e, entre mais de 300 pessoas, apenas houve alguns feridos ligeiros devido à queda de alguns objectos.

Assim como todos que estavam a bordo, os quatro amigos vêm cá fora ver o como tudo ficou. O céu estava límpido como nunca tiveram visto antes, o barco também se encontrava de um modo como pouca gente tinha visto antes: vidros partidos, sítios inundados, “velas” partidas e muito mais.

- Nunca pensará vir a ver um barco assim nem a viver o que vivemos. – Espantada a Rita.

Começaram a ajudar os marinheiros a limpar o cruzeiro e passados dois dias chegaram a Cabo Verde.

- Finalmente terra firme! – Exclamava de alegria a Mariana.imagem1

- Porquê? Não gostaste da viagem? – Pergunta a Eva com um ar irónico.

-Gostei mas para Portugal não sei como vocês vão mas eu cá vou comprar uma passagem de avião!

Assim o fez. Passado uma semana as quatro amigos seguiram para Portugal mas todos de avião.

Mariana Castro

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Uma longa viagem pelo tempo…

Publicado por evasousa em Maio 3, 2009

Olá ! :P

Aqui vai a minha composição:

Á quinta-feira, Joana tinha aula de Português, nesta última quinta a professora de Português mandou os alunos fazerem uma composição sobre “Os Lusíadas” que se chama-se “Uma longa viagem”. Mas Joana já estava uma bocadinho farta d’”Os Lusíadas” e a professora para piorar a situação mandou fazer um desenho sobre a composição .

-Como vou fazer agora isto ? – dizia Joana

Estava aborrecida, e cada vez que pegara no lápis para começar a composição as ideias dissipavam-se num flash. No sábado, foi para casa da avó, mas como ainda não conseguira fazer a composição, levou todos os seus livros de Português, para o caso de se inspirar.

A avó reparou que ela estava super chateada, então perguntou-lhe o que se passara.

Joana contou-lhe a situação.

A avó começou a rir, e Joana estava cada vez mais irritada. Então a avó que já tinha lido “Os Lusíadas” uma dúzia de vezes, como ela gostava de dizer, decidiu ajudá-la.

Começou por perguntar-lhe se gostava da obra, Joana logo lhe respondeu que não.

A avó voltou-se a rir.

-Na altura em que estudei “Os Lusíadas” também não gostei muito, mas depois quando me apercebi da verdadeira importância desta obra passei sobretudo a admirá-la. – disse a avó.

E continuou:img1

-”Os Lusíadas” fazem-nos viajar pela nossa imaginação, através das ondas, até chegar-mos á viagem de Gama.

Joana estava boquiaberta a ouvir as palavras da avó.

-Vamos viajar no tempo juntas, até ao tempo em que a Índia era o objectivo, vamos juntas com Gama!

-Oh meu deus ! – disse a avó

-Mas o que se passa avó ?! – perguntou assustada Joana.

-Então disse para viajares comigo Joana! Olha o terrível Adamastor mas que monstro horrível!

-Vê , vê só a coragem de Gama a enfrentá-lo, olha só a convicção!

-Eles também tinham medo avó !

-Claro que tinham, mas esse medo não os venceu! Isso é que é importante!

-Bem afinal o Adamastor não era assim tão mau, reparaste na cara triste dele quando contara a sua história de amor !

-Oh avó eu não vi nada !

-Joana ! Faz um esforço !

-Ok vou tentar!

-Bem agora já falta pouco para chegarmos á Índia .

-O céu começou a escurecer, o cansaço estava a começar a tomar conta dos marinheiros, mas eles continuam a resistir, contava a avó.

-O primeiro raio !

-Vai começar a tempestade avó! Foi Baco quem mandou os ventos, a professora de Português disse !

-Sim, Gama está aflito! O mar está furioso e juntamente com ele o vento vem cada vez mais forte mais furioso!

-Sim a Natureza está também a ser destruída, não é avó ?

-Isso mesmo ! Vê a força de chuva como se estivesse a opor á viagem !

-Olha avó agora Gama está a pedir a Deus que os acompanhe!

-Sim, mas os ventos, os ventos estão cada vez mais furiosos !

-Olhas as ninfas !

-O amor tudo vence até mesmo quando a situação é a pior! – dizia a avó .

-É verdade avó, Vénus mandou a ninfas e elas encantaram os ventos e assim os portugueses poderão seguir viagem.

-Sim agora está tudo tranquilo e os Lusíadas chegarão á Índia!

 

 

Joana viajou com a avó pela imaginação e nem deu bem conta. No final desta viagem Joana começou a ver “Os Lusíadas” de outra maneira, e já tinha a composição de Português feita .

Espero que gostem!

Eva Sousa ;-)

 

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Uma Longa Viagem…

Publicado por ritakau em Maio 1, 2009

Uma longa viagem …

Certo dia, lembrei-me que uma viagem sem destino seria o ideal! Sem hotéis marcados, sem o programa decidido… Sem planos, sem regras, só diversão. Comboio, avião e barco seriam os transportes mais adequados, e assim foram.

        A partida ocorreu na estação de São Bento, no dia 30 de Junho, e pelas minhas contas, esta viagem, iria durar pelo menos mais dois meses. Uns dias antes da partida preparei a minha mochila. Roupa para o calor e para algum frio, alguma comida, mas essencialmente a máquina fotográfica. Tinha de ter uma maneira de recordar aqueles dois meses de viagem.

        Após a partida, chegou a adrenalina e a felicidade naquele banco do comboio. A viagem tornar-se-ia pequena, comparando com a minha imaginação! O desembarque ocorreu em Stª Apolónia, e por aí fiquei o resto do dia. À noite apanhei um comboio para Madrid, e aproveitei o conforto de um bom banco do TGV para dormir um sono descansado!imagem

        Acordei de manhã, com uma voz estranha a mim, a pedir-me que abandonasse o comboio, era certamente um funcionário espanhol. Era sinal que já estava na capital espanhola, e assim sendo parti à descoberta de Madrid. Uma cidade com pouco património histórico, mas com uma mistura de tantas raças, de tantas cores e de tantas línguas! Não posso dizer que visitei algum sítio em concreto, porque não o fiz. Em vez disso, passei o meu dia a vaguear pelas ruas, a admirar os diferentes backgrounds.

        Decidi assim, que a minha próxima paragem era Londres! Tinha encontrado um panfleto que falava duma viagem para a capital inglesa naquele mesmo dia. A passagem era barata, porquê não aproveitar?! A viagem foi curta, cerca de 2h, pôs a minha leitura em dia, e ao mesmo tempo actualizei-me sobre o que tem acontecido no nosso planeta! Crise … Desemprego… Eleições … Poluição … Doenças! Sempre o mesmo.

Fiz questão de aqui, alugar um quarto. Este com vista para a Torre do “Big Ben”. Que doces badaladas, aquando a meia-noite. Esta é sem dúvida a cidade da luz! Totalmente iluminada durante a noite! Ao acordar, fui fazer uma visita ao “Palácio de Sra. Majestade”, bem como à “Tower Bridge”, e foi assim conhecendo a cidade, que me ocupei.

        Já estava a pensar em Nova Iorque, e para lá parti. “ The city who never sleeps”, como dizem os americanos. Gente maravilhosa, que lá encontrei, se disse que em Madrid havia diferenets raças e cores, então não sei o que dizer sobre esta cidade. É ainda mais diversificada e poderosa. Bem, o que temos para visitar aqui? Escolhi a “ Torre da Big Apple”, a sede da “ONU”, o “Times Square”, e por fim, o novo “World Trade Center”. Disseram que este vai ser ainda maior, com 6 torres! Tentei imaginar o atentado, aquilo que sentiram, o caos que se instalou. Mas era demasiada surreal.

        Conheci aqui um português, que já tinha percorrido os mesmos locais que tive a oportunidade de conhecer, e ele tinha na cabeça que o seu próximo destino seria o Brasil. Concordei com ele, e embarcámos assim os dois em direcção ao Rio de Janeiro. Neste voo, nenhum de nós teve a possibilidade para descansar. Preferimos ficar bem acordados a conhecer a vida de cada um.

        Ele era um médico, tal e qual como eu. Mas ambos com um fascínio pela História portuguesa. Assim cerramos a nossa passagem pelo Brasil, aos sítios relacionados com os Descobrimentos e com a presença portuguesa neste país. Visitámos as roças, onde ainda era presente a marca do trabalho escravo, as minas, de onde os escravos tiraram todo o ouro, as plantações de açúcar … quão português era tudo aquilo. Toda aquela população era o reflexo daquilo que somos. É claro, que tudo muda, e o Brasil não continua ligado a nós, como certamente gostávamos. Mas todos eles sabem, que os pilares deles, são os portugueses. Sinto-me tão orgulhosa, pelo engano que Pedro Álvares Cabral cometeu. E não quero que me chamem orgulhosa, mas gostava que tudo o que era nosso, ainda o fosse.

        Ambos tínhamos em mente, os mesmos destinos, por conseguinte, partimos para África, mas desta vez de barco. A viagem foi mais longa, do que, ao que estávamos habituados. Desembarcámos em S.Tomé e Príncipe, que lindas praias, que lindo calor, que lindas pessoas! Aqui, o português falado já se esqueceu um pouco. Só algumas pessoas mais cultas têm acesso ao português, e o sabem falar correctamente. Somos os dois médicos, em diferentes especialidades, mas ainda assim apostámos no trabalho comunitário. Não tínhamos qualquer noção do que era tentar salvar vidas, sem ter condições para o fazer. Fizemos este trabalho durante um mês inteiro. Percorremos assim Luanda, Melinde, Mombaça, Moçambique inteiro, e até o Cabo da boa Esperança. Toda a gente nos saudava, quando via que éramoimagem-002s portugueses.

        Agora o destino era Índia. Ai que país com uma enorme fé. Nunca vi nada assim. Ainda estavam demasiados apegados aos ensinamentos das gentes antigas. Ainda arranjavam os casamentos aos filhos, e banhavam-se no rio Ganges. Tivemos oportunidade de assistir a um casamento, e constatar quão ricos eles são. Muitas daquelas fortunas, devem ainda ser fruto das trocas comerciais com os portugueses. Tecidos, perfumes e especiarias, do mais caro e do melhor que pode haver no Mundo.

        Estava na altura de regressar a Lisboa. A nossa humilde casa. Fizemos questão de agora ver tudo o que estava relacionado com os Descobrimentos … Torre de Belém, Padrão dos Descobrimentos, a Rosa-dos-ventos, e porque não admirar o pôr-do-sol no rio Tejo?!

 

Peço desculpa pelo tamanho, mas entusiasmei-me!

Espero que gostem :D

Rita :P

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Uma longa Viagem …

Publicado por martasilva em Maio 1, 2009

Uma Longa Viagem

Era uma vez uma menina chamada Maria. Maria gostava muito do mar mas, ao mesmo tempo, tinha medo dele.

Gostava de, na Primavera ou no Verão, ir passear pela praia sozinha e ouvir o sussurrar do vento e o bater das ondas. Gostava de imaginar que conseguia caminhar por entre as ondas e ir ao fundo do mar… No entanto, quando era Inverno ela via como os ondas batiam furiosamente na costa, e tinha um medo imenso ..!! Era como se, ao aproximar-se do mar, este a fosse engolir e envolver numa enorme tempestade. Por isso, no Inverno passava os dias à janela, a olhar para o mar lá no fundo, mesmo à sua frente.

Uma noite ela sonhou que conseguira, sonhou que olhava para o mar através da sua janela, como até aí fazia, mas que naquele momento percebera que se não tentasse nunca iria concretizar o seu desejo. Por isso, abriu a porta e andou até ao mar, andou até sentir a areia molhada e a espuma da água na pele. Então, respirou fundo e mergulhou…

Percebeu que não havia nenhuma tempestade de águas violentas a prende-la ou sufocá-la mas sim simplesmente água, água fria e límpida. Percebeu que não existiam ventos fortes e maliciosos, mas sim uma pequena brisa que lhe batia na cara, suavemente. Ouviu de novo o bater das ondas na areia e a espuma que fazia, brincou com algumas algas e sentiu a água salgada..

O mar não mudara, por isso quando acordou, olhou à janela e percebeu que queria tornar o seu sonho realidade. Tal como Vasco da Gama e a sua armada, que conseguiram concretizar o desejo de chegar à Índia, Maria queria deixar de ter medo do mar. E assim o fez.

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Marta nº17 9ºD

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Uma longa viagem…

Publicado por evasousa em Maio 1, 2009

Uma longa viagem…

 

A campainha da escola tocou, e a Beatriz, o Jorge e a Carolina vieram para o recreio junto com os seus outros colegas de turma. Este era o trio que se formava todos os intervalos, Beatriz, Jorge e Carolina, amigos inseparáveis, diziam eles.

Jorge: Vamos fazer uma viagem?

Carolina: Como, não podemos sair da escola!

Beatriz: Acho que estou a entender o que o Jorge está a querer dizer, vamos fazer uma viagem tal como aquela que a professora Margarida nos ensinara na aula de História.

Carolina: Ah! Já sei, aquela em que Vasco da Gama descobre a Índia!?

Beatriz: Sim, essa mesmo.

Então la foram eles montar o cenário ideal para a vigem que iria ser perfeita. O escorrega era o barco, em que Vasco da Gama (Jorge) e sua armada ( Carolina e Beatriz) iriam embarcar; a areia em redor do escorrega era o mare os paus caídos das velhas árvores da escola iriam ser os remos. Com tudo aposto para embarcar, começou a viagem.

Jorge: Tão negro o céu e tão negro o mar, que a terra já não vejo em nenhum lugar!

Carolina: A tristeza, que esta a me habitar, que não posso mais suportar. A terra fugiu, mas o mar veio para ficar!

Beatriz: Viagem tão longa esta, que já nem posso fazer festa!

De repente os ventos começavam a soprar com força e as ondas tornavam-se cada vez mais imbatíveis, a armada estava assustada.

Jorge: Dêm ao remo, que isto já eu temo!

Beatriz: Comandante, os ventos estão a soprar com força e eu sou apenas uma moça.

Carolina: Não posso mais remar, pois estou cansada desta viagem de matar!

Jorge: Meu Salvador, guardai meu barco e meus tripulantes com amor. Esta viagem tem um rumo traçado, pois quero chegar ao lugar desejado.

Pouco depois o vento e as ondas apartaram.

Beatriz: Aleluia esta tempestade passou, pois meu coração quase disparou.

Carolina: Veja comandante, atrás daquela nuvem negra uma ilha, será a pretendida?

Jorge: Segundo meus cálculos, chegamos à Índia!

De repente ouvem uma voz que diz:

Funcionária da escola:Meninos têm de sair do escorrega, pois têm de dar a vez a outros!

Obedecendo saíram do escorrega e foi assim que a viagem terminou, mas apesar de ter pouco tempo e não terem saído da escola foi uma longa viagem, cheia de descobertas e aventuras.

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Espero que tenham gostado

 Márcia Ribeiro :P

 

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Escrever

Publicado por vanessa94 em Abril 30, 2009

       A Parede do Sótão…

       Era segunda-feira e como todas as segundas-feiras Salomé, por quem toda a gente conhecia por Mé vinha para casa, depois de uma aula de Português em que tinha acabado de dar “Os Lusíadas”. O professor dela pediu aos alunos que fizessem uma composição com o título “Uma longa viagem”.

       Mé vinha pelo caminho a pensar no que iria escrever na tal composição. Entretanto chega a casa, lancha e mete-se no sótão, é um dos sítios que Mé mais adora na casa, e é lá que passa maior parte do seu tempo. Mé senta-se no seu puff com o caderno nas pernas e a caneta na mão a ver se as ideias escorrem só que não saía nada daquela cabeça de alho chocho, como dizia a sua mãe. Passado uns minutos fica parada, sem se quer se mexer, Mé estava a observar uma pintura que tinha na parede do sótão. Nessa pintura tinha lá um homem com barba preta dentro de uma nau, à volta avistava-se o mar azul, quase tão iguais aos olhos de Mé. Depois ali via-se o céu azul e os marinheiros a trabalhar. Mé ficou assim ali a olhar para a parede e começou a associar as coisas. Então o homem com barba preta, poderia ser Vasco da Gama dentro da sua nau, com os marinheiros ali à sua volta a trabalhar. Mé começa a imaginar todo o percurso que Vasco da Gama fez até chegar à Índia, desde os perigos que enfrentou. Aí Mé começa a ver umas nuvens lá ao longe e vê uma figura horrenda que era Adamastor. Mé não teve medo pois lembra-se de ter dado nas aulas de Português, que Adamastor era uma figura imaginária, vinda da imaginação dos marinheiroshpqscan0001. De repente aquela imagem na parede de Adamastor desaparece, e aparece uma nuvem tão negra que metia medo. Nessa altura Mé apercebe-se que passamos do episódio Adamastor para o episódio da Tempestade. Mé fica um pouco assustada, pois vê que aquele mar que terá avistado em primeiro, ficará tão furioso, tal e qual como fica a sua mãe, quando fica enervada ou chateada pelas suas asneiras, pois Mé até aquele momento pensava que nada, nem ninguém podia ficar tão enervado como a sua mãe. Mé afasta-se um pouco da parede, porque vê os raios tão ferozes, que parece que saltam da parede. Mé vê aquela aflição, desespero e medo que aqueles marinheiros passaram e tudo por causa de Baco. Mé avista bem ao longe, as belas Ninfas mandadas por Vénus para seduzirem os ventos.

       Mé volta a sorrir, por ver aquela nuvem negra a ir-se embora, o mar a voltar a ficar calmo e os raios a desaparecerem.

       E lá vai, Vasco da Gama rumo à Índia.                                                                                     

Espero que gostem ;)

Vanessa :D

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